Sobre frustração e tédio

Olá queridos leitores! Hoje vim bater um papo com vocês a respeito da criação de filhos. Sempre e cada dia mais busco leituras e informações para guiar meus filhos no caminho do bem, para serem crianças boas e futuramente adultos responsáveis. Nosso trabalho de educar os filhos é árduo, o caminho está cheios de pedras e espinhos, mas não desistimos, lutamos pelo que pensamos ser o melhor para nossos pequenos. E confesso que, às vezes desanimamos, mas tiramos forças não sei de onde para continuar nossa jornada. 

O que quero dizer hoje é que às vezes, acontecem algumas situações que nos orgulhamos do nosso trabalho, percebemos que estamos indo no caminho certo. E hoje estou muito feliz com uma situação que nos mostrou isso, e quero compartilhar aqui, até mesmo para servir de incentivo e ânimo a vocês. 

Li um dia, porém não me lembro a fonte, que nossos filhos precisam passar por momentos de tédio, e também por frustrações, para que amadureçam e saibam lidar com esse tipo de sentimento. Nunca me esqueci disso, e tento trabalhar isso com eles. Sempre que passam por uma frustração, converso com eles para que entendam o que estão passando ou sentindo. E o momento do tédio eu me surpreendi com meus pequenos, vou relatar a seguir.

Ninguém gosta de ficar entediado, mas as crianças de modo geral não sabem lidar com isso. E há momentos que não tem como, qualquer um irá passar por isso, seja para esperar em uma fila, ou para ser atendido no médico, isso é rotineiro no nosso mundo. E a maioria das pessoas usam o celular para se distraírem enquanto esperam. Nós já fizemos isso com nossos filhos, mas sempre há briga, pois eles nunca concordam de fazer a mesma coisa juntos no celular, seja assistirem um vídeo ou jogar alguma coisa. Então já tem um bom tempo (uns dois anos para ser mais exata) que cortei o celular nesses momentos. Às vezes eu já os alerto que iremos a algum lugar que terá algum momento de espera, então peço para que eles levem algum livro de atividade e lápis de cor para passarem o tempo, e isso funciona muito bem. Mas nos momentos em que não sabemos que haverá a espera, como em um restaurante por exemplo, em que o prato irá demorar para chegar, eles usaram a criatividade e começaram a brincar entre eles de brincadeiras que dependem só deles, como adivinhas e adedonhas. Às vezes eles nos envolvem também nessas brincadeiras e vira um divertido momento em família. Fiquei muito feliz em ver como eles lidaram com o tédio, e eles estão aprendendo a esperar. A situação mais recente que me deixou muito orgulhosa, foi em uma apresentação que teve da escola. Várias turmas iriam apresentar, e eles também tiveram o momento deles, e enquanto esperavam o momento das outras turmas, tinham que ficar sentados no local da apresentação destinado a eles. No final do evento, a maior parte dos coleguinhas do meu filho (turma de crianças entre 4 e 5 anos) já não estavam nesse local específico, e meu filho estava lá, por mais que estivesse impaciente e inquieto, ele esperou até o fim, pois sabia que era o certo. Isso me deixou muito feliz e orgulhosa, por mais que seja tão pouco, é resultado do que trabalhamos com eles no dia a dia.

Estou hoje com o coração transbordando de alegria, compartilhando isso com vocês, pois sinto que estou no caminho certo. Espero que muitas crianças estejam indo no mesmo caminho, que vocês, pais, também estejam sabendo lidar com as dificuldades que esse nosso mundo coloca a todo momento na nossa frente. É o amor envolvido na criação de nossos filhos que fará a diferença.

Um grande abraço a todos e até a próxima!

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