Um pouco sobre crianças francesas

Sempre gostei muito de saber sobre cultura de outros países, o que há de diferente na alimentação e nos hábitos, e inclusive na própria língua falada. Pelo fato de hoje eu ser mãe, minha curiosidade sobre como são as famílias em outros países me levou a ler o livro da autora Pamela Druckerman, “Crianças francesas dia a dia”. Vou relatar aqui o que achei de interessante na obra.

Pamela é estadunidense, casada com um britânico e foram morar na França. Em resumo, eles tiveram uma educação diferente (principalmente ela) e depois que tiveram o primeiro filho, ela começou a perceber diferenças no comportamento das crianças francesas em relação à sua criança e se propôs a descobrir o por quê de tudo. Ela relata em sua primeira obra “Crianças francesas não fazem manha” todo seu trajeto até descobrir os pontos que ela coloca de forma bem ordenada em seu segundo livro. Recomendo o primeiro para quem ainda está no início da gestação e quer conhecer um pouco dessa experiência de mãe de primeira viagem. Confesso que não li o livro todo, pois o que eu mais buscava estava no “Crianças francesas dia a dia”.

O livro é um guia prático, possui dez capítulos, que começa falando desde os hábitos das francesas durante a gravidez até a “éducation”, como dizem os franceses. No fim, ela ainda coloca algumas receitas de pratos que são servidos para as crianças nas creches de Paris. A intenção é mostrar a diferença dos hábitos na criação dos filhos, e como é feito de forma natural para os franceses. O que mais me chamou a atenção, é que a maneira como criamos nossos filhos no Brasil é muito parecido com o sistema americano, tanto nas escolas como em casa também. Quando você lê essas dicas, você percebe que pode fazer diferente em muitas situações. Outra coisa também que me deixou muito feliz é que muitas das coisas que as famílias francesas fazem, fiz com meus filhos quando bebês. Agora estou tentando adotar outros métodos que lá eles fazem com as crianças um pouco maiores para ver se irá funcionar com os meus filhos, e a experiência está sendo muito bacana.

Eu fiquei encantada com o livro, de ver essa diferença cultural nossa com os franceses. Conheci a obra depois de passar algumas situações desagradáveis em público e já não sabia mais como agir. Claro, não quero dizer que eles são os melhores ou que são perfeitos, mas a forma como eles educam seus filhos é muito próximo do que eu idealizo. O processo de mudança por causa da diferença cultural é lento, às vezes dá vontade de desistir, mas quando você nota que está tendo uma pequena evolução, percebe que está indo pelo caminho certo.

Para as mamães que às vezes ficam malucas pois não sabem que rumo tomar com seus filhos, vale muito a pena conhecer os métodos franceses. Vocês não precisam concordar, nem colocar tudo em prática, mas algumas mudanças simples como comer à mesa, comer vários tipos de alimento, ter horários e algumas regras dentro de casa, colocadas de forma bem natural, tudo pode dar certo. (Por um mundo com menos manha e menos birra! Rsrs!)

Eu continuarei na minha luta, tentando o melhor para os meus pequenos e para minha família, pelo bom convívio e respeito ao próximo, e pela verdadeira educação, que vem de casa. Espero no futuro relatar sobre essas minhas experiências. E um agradecimento especial à autora por compartilhar suas pesquisas e descobertas conosco!

Forte abraço a todos, e espero que gostem da leitura!

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