Carregando o bebê

Olá pessoal! Hoje vamos falar um pouquinho sobre mais um momento especial com bebês: a hora do passeio! E nessa hora costumamos usar algum tipo de carregador de bebê, como o carrinho, o canguru, o sling… Baseado na minha experiência, vou falar um pouquinho sobre cada um e minha opinião de quando usar cada um deles.

Wrap Sling

O Wrap Sling, para quem não conhece, é um pedaço de pano gigante que a gente coloca no corpo e faz uma espécie de bolsa para colocar o bebê. Esse eu usei bastante, adoro! Tenho um em malha 100% algodão e um em tecido leve, todo furadinho, para usar no calor. Acho ele bastante prático e confortável, tanto para a mãe quanto para o bebê. Ele dá possibilidade de você colocar o bebê na frente, nas costas ou na lateral. Eu particularmente usava somente na frente, raras vezes nas costas. Podemos usar com o bebê assim que nasce até quando estiver com uns 15 a 20 kg. Claro, o tecido tem que ser de qualidade e não pode ter defeitos para não correr o risco de acidentes (no caso, rasgar o sling). A desvantagem dele, que foi um problema que tive sempre que ia sair, é que na hora de colocá-lo, o tecido arrasta muito no chão, e eu me sentia incomodada com esse fato, pois na maioria das vezes você está na rua, aquele chão sujo e o sling encostando nele… Eu me desdobrava para evitar o contato, mas tem hora que é inevitável. Então eu acabava usando ele muito mais em casa. E é delicioso, o bebê ou está com cólica ou com sono, você coloca ele ali, aninhadinho junto a você… só mãe para entender o prazer de ter o bebê todo aconchegado em seu peito.

Ring Sling

O Ring Sling segue a mesma idéia do Wrap Sling, mas um pouco mais prático na hora de carregar e de usar. Eu tive um Ring Sling em tecido de linho, com argolas bem reforçadas, e peguei referências quando fui comprar, pois precisa ser um produto de confiança, o tecido precisa ser muito bem costurado e as argolas não pode ter emenda. Esse tipo de sling parece uma bolsa daquelas que a gente usa na lateral do corpo, só que usando para carregar o bebê. Ele também pode ser usado para colocar o bebê na frente, na lateral ou nas costas. Eu também usava o Ring Sling na maioria das vezes na frente, porque na época minha filha era pequena, quando ela cresceu um pouco usei algumas vezes na lateral. Eu não gostava tanto desse sling quanto do outro, pois eu achava ele um pouco desconfortável, mas ele era bem mais prático para carregar. O Wrap Sling tem a vantagem de distribuir o peso do bebê por inteiro, enquanto o Ring Sling deixa somente de um lado do corpo. Esse sling eu usei bem menos que o outro, porém em um dos meus passeios eu o perdi e não fiz questão de comprar outro, não me fez falta.

Canguru

Acabei conhecendo o sling por causa do canguru e vou explicar o porque. Quando fiz o enxoval da minha primogênita, pesquisei preço de canguru e na época os melhores que encontrei eram muito caros! Como alternativa, acabei conhecendo o sling e me apaixonei! Então nem me importei mais com canguru. Mas depois de um tempo, eu queria comprar um canguru para meu esposo poder carregar nossa filha, pois ele tinha dificuldades com o sling (não é fácil usar sling, requer bastante prática). Acabei encontrando um mais em conta, de uma marca até conhecida (não me lembro qual), e fiquei muito feliz. Usamos algumas vezes com a nossa filha, mas um belo dia descobri que esse canguru não era o ideal, pois tinha que ser ergonômico para o bebê, para não afetar na estrutura óssea do mesmo. Naquele instante já comecei a ler mais sobre o assunto, e descobri que os slings eram ideais por esse motivo, eram ergonômicos, mas que nem todo canguru era assim (eu passei a entender que o bebê tem que ficar sentado quando está sendo carregado, não com as pernas penduradas como acontece em alguns cangurus e também com o mal uso do sling, como já vi pessoas fazerem). Então descobri o porque dos cangurus melhores serem tão caros, pois tinha toda essa estrutura, tudo testado e aprovado. Descartei o antigo canguru e não me preocupei em arrumar outro. Mas quando engravidei do segundo filho, encontrei o canguru dos sonhos! Não fazendo propaganda, pois não estou ganhando nada com isso, mas é que fiquei tão maravilhada com esse canguru que preciso passar. Ele é importado, da marca Ergobaby. O meu é um dos mais simples que eles vendem, mas é tudo! Sou apaixonada por ele! Pode carregar o bebê na frente, nas costas ou na lateral, como no sling, e é ergonômico, super confortável para a mãe e o bebê. Até hoje eu o uso, pois pode carregar criança até 18kg. Ele é bem mais prático de carregar e de colocar em relação ao Wrap Sling, não perdendo nada para o sling por ser super confortável! (Eu brinco e falo que é um Wrap Sling melhorado, rsrs!) Esse eu hiper recomendo, quem quiser usar não vai se arrepender.

Carrinhos

Os carrinhos são ótimos! Não temos que ficar carregando peso (é só empurrar, rs!), o bebê fica livre para ver tudo e fazer um passeio de forma bem tranquila. Mas os carrinhos tem alguns problemas e nós só percebemos isso quando passamos a usá-lo. Eu tinha um carrinho super bacana da Dican (não fazendo propaganda), ele era de 3 rodas e ótimo para fazer passeios, principalmente em terrenos mais irregulares, pois as rodas eram com pneus, e não aquelas rodinhas de plástico ou borracha. Ótimo carrinho, nada o que reclamar. Mas o problema é que ele era tão grande, que ocupava um bom espaço do porta malas e também era muito complicado colocá-lo dentro do carro e tirar. Então se a gente viajava, ou se tinha que carregar algo a mais no porta malas, já era, o carrinho tinha que ficar. Para essas situações, acabamos comprando um carrinho menor, aquele que nomeiam como carrinho guarda-chuva, pois quando ele fecha fica parecendo um. Esse também usamos bastante, já ficava sempre dentro do carro. Claro, não era tão bom quanto o outro, mas nos atendia. Então cheguei à conclusão que carrinho é bom, mas não é a melhor maravilha do mundo, a não ser que você tenha um local no qual pode sempre passear com o bebê, que aí vale a pena investir em um super carrinho.

Conclusão: baseada em minhas experiências, e nas minhas preferências, vale muito a pena investir em um bom canguru ou em um Wrap Sling. Claro que cada família tem um perfil e tem suas particularidades, pode ser que algumas pessoas não gostem tanto de carregar os bebês assim como eu gostava de carregar os meus (e gosto até hoje), então nesse caso, o carrinho será melhor. Vale a pena ter carrinho sim, nem que seja um mais simples, pois o carrinho é versátil, além de usar para passeios, ele serve também de cadeira para alimentar o bebê, berço portátil, poltrona… Nos serviu muito assim! Então cabe a cada um decidir o que é melhor para seu bebê dentro do seu perfil e rotina.

Confiram as fotos abaixo:

Espero que possa ajudá-los na escolha de seus carregadores de bebês.

Um grande abraço a todos e um ótimo fim de semana com muitos passeios!

4 comentários sobre “Carregando o bebê

  1. melina helena massarani da silva

    Nossa! Só de ler já senti saudades dos momentos de Wrap, presente muito especial que ganhamos da madrinha! Sempre que usávamos me sentia uma super mãe e, às vezes, dava até a sensação de estar ainda com o bebê na barriga. O único incomodo é que nossa cidade é muito quente e o meu bebê muito calorento, mas sempre que esteve um pouco mais fresco nos aproveitamos. Hoje ele tem 1 ano e 7 meses, prefiro levá-lo no colo ou mesmo de mãozinha dada, do que no carrinho. Apesar de ser mais cansativo, sinto maior proximidade e posso compartilhar e conversar mais com ele.

    ÓTIMO post!Beijos!!

  2. Grazielly Mellina

    O conforto é essencial para se ter um bom passeio com as crianças. Eu sou usuária assídua do carrinho de bebê, moro no interior e tenho no carrinho uma forma prática, segura e confortável para ir a qualquer lugar aqui na cidade com meu pequeno. A questão de trasportá-lo no porta malas do carro realmente é um transtorno, pois ocupa grande parte dele não sobrando muito espaço para outras coisas.
    Tive ótimas experiências com o uso do Wrap Sling. Eu e meu esposo gostamos muito de ir à Pirenópolis, uma cidade cheia de ladeiras. Sempre carreguei o José (meu bebê que hoje está com 1 ano e 9 meses) no sling. Fomos a festas como o Carnaval e o Piribear, e o José seguramente agarradinho a mim, fora as várias trilhas para cachoeira. Senti no Sling a sensação de extensão da minha barriga. Consegui, com ele, dar a segurança e o conforto, necessários ao meu bebê, em todos os passeios que fizemos.
    Tive muita sorte em relação as cólicas, o José quase não teve, mas era certo, quando ele estava com cólica, o contato e o aconchego dele no sling comigo era o melhor remédio.

    Amei o post!

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